O mergulho galático de Léo Cavalcanti em “Despertador”

Um corpo desnudo estampado com uma projeção de galáxia é a capa de, por incrível que pareça, um disco nacional. Poderia ser mais um CD do James Blunt ou do One Republic, mas no post de hoje falaremos do lançamento da semana: o disco “Despertador” do cantor Léo Cavalcanti.Cavalcanti não é novato no mundo musical, em 2010 lançou seu primeiro álbum, de nome “Religar”. O músico também venceu o Festival Semana da Canção Brasileira em 2009, além de participar ativamente dos grandes programas sobre música do Brasil.

No dia 19 de abril foi lançado oficialmente o seu segundo trabalho, como já citado acima, de nome “Despertador”, que diferente do primeiro baseia seu instrumental em um pop eletrônico, flertando com batidas europeias. Com Religar o cantor mostrou que tinha potencial vocal e como compositor para ser considerado “interessante” mas com seu novo CD Cavalcanti se consolida como o música mais interessante da nova “safra”.

O Despertador é interessante, ousado, e ao mesmo tempo comercial.
O Despertador é interessante, ousado, e ao mesmo tempo comercial.

O disco se inicia de uma forma única: uma mistura de orquestra com um instrumental que quase remete ao início de uma grande Odisseia incia a primeira faxa que dá nome ao álbum, Despertador apresenta uma letra muito bem trabalhada e ritmicamente se utiliza de sintetizadores e batidas eletrônicas. Mas Cavalcanti não abandona por completo suas antigas influências que o fizeram famoso. Em faixas como: Só Digo Sim e Leve ainda é possível ver o instrumental que se assemelha a algumas músicas do Religar.

O ponto alto do álbum é a canção de nome “O Momento”. Nela o cantor vai de forma crescente narrar o que muitos tentam mas poucos conseguem: descrever o sexo em uma música, sem se tornar piegas ou vulgar. De forma poética ele conduz como um filme, o clímax chega no momento certo e é como se apenas sua voz já realizasse o ato sexual. Mas o fio da meada não dura por muito tempo: em Get A Heart o cantor vai muito além do “inovador” e acaba não encaixando muito com o resto do disco. As últimas três faixas conseguem resgatar a sintonia das faixas do cd sem muito esforço.

O Despertador é interessante, ousado, e ao mesmo tempo comercial. Consegue unir as principais características que um disco marcante deve ter além de consagrar a carreira de Leo Cavalcanti. Neste projeto é possível ver como o talento de Leo como compositor e musicista é incontestável, e como ele é uma brisa fresca para a MPB. Mas no fim das contas, Leo Cavalcanti não precisa de muita explicação, basta ouvir e mergulhar em sua experiência hedonista.

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