O Ícone Madonna – Parte 1: Pontapé Inicial

Quando você escuta Madonna no que você pensa? Um ícone controverso e polêmico ou apenas uma mulher louca para aparecer? Bem, é impossível você ouvir esse nome sem ter uma opinião formada ou dizer que não conhece nada do trabalho deste ícone da música (não só pop, como mundial). “Madona” que em italiano é associado a mãe de Jesus, se tornou uma figura tão famosa que já promove ambiguidade no significado. Pare algumas pessoas nas ruas e perguntem se elas sabem quem foi Madona, a resposta na maioria dos casos resultará na relação com a cantora pop.

A vida dessa menina nativa de Michigan começou a mudar a partir do momento em que largou a faculdade e se mudou para a maior cidade do mundo: New York. Seu início não foi fácil, nova em uma cidade tão grande, ainda ingênua a menina sofreu de abuso tanto sexual quanto moral por parte de empresários. Mas nem tudo são lamentações, o primeiro álbum de Madonna de nome homônimo chegou em oitavo lugar nas paradas musicais da Bilboard.

A cantora com o visual que a deixará marcada pra sempre.
A cantora com o visual que a deixará marcada pra sempre.

Suas polêmicas começaram quando Madonna mudou levemente seu visual para algo mais sensual e lançou seu clipe “Like A Virgin”, com essa música a cantora se tornou mundialmente conhecida mas simultaneamente também se tornou mundialmente discutida. As instituições mais conservadoras criticaram sua música alegando que ia contra os valores familiares. O alvoroço foi ainda maior quando em 1984 a ítalo-americana se apresentou no Video Music Awards (VMA) a canção em cima de um bolo de casamento e vestida de noiva.

Seus dois primeiros álbuns foram um pontapé inicial para todo um movimento feminista na música, não que tenha sido necessariamente o início já que isso significaria descartar todos os anos 60 e 70 que foram bem libertadores. O que Madonna fez foi tornar o feminismo algo mais “acessível”, de uma forma leve ela adentrou no mercado musical e suas ideologias conseguiram permear os jovens e adultos da época de uma forma tão rápida.

Madonna de certa forma divulgava o poder das mulheres, da escolha de casar ou não, de admitir que gostar de sexo não é característica única do sexo masculino. Suas roupas e seus acessórios mostravam uma quebra de paradigma contra a mocinha pudica e de família que era muito veiculada na televisão. Mesmo em uma época propícia e que vendo de longe os filmes e séries que foram criadas durante os anos 80 não parece uma grande revolução, Madonna a partir do lançamento de “Like A Virgin” nunca mais seria esquecida.

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